domingo, 29 de maio de 2016

1 minuto na Internet

O que acontece em 1 minuto na Internet?

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Não tem bola de cristal.


Resolvi fazer uma avaliação da evolução dos assuntos de alguns Posts que fiz desde 2010, começando com,
WikiLeaks – Que Diabo é isso?, publicado quando veio à tona as revelações do WikiLeaks.

Naquela ocasião, eu imaginava que a "onda" de revelações se tornaria corriqueira e seria responsável  em reescrever  muitas "verdades".

Entendia também que mesmo se houvesse a tentativa de tirar do ar o WikiLeaks, outros surgiriam. 

E não tem sido diferente desde então, basta lembrar a revelação do programa de vigilância do governo dos Estados Unidos (NSA) feita em 2013 por  Edward Snowden e o  recente caso denominado de Panamá Papers, ainda pouco explorado mas que já expôs muitos poderosos e celebridades que estão tendo de reescrever suas verdades.

Ainda naquela época, quando as revelações estavam agitando o mercado, publiquei outro (E agora José ? )que ousei em imaginar um futuro em que:

  • O mercado de trabalho para os Hackers ficaria em alta;

  • A Ciber-contra-espionagem iria se tornar obrigatória por  questões estratégicas e de sobrevivência;

  • O conceito do Wikileaks moldaria um novo segmento de negócio;

  • As empresas passariam a ter obrigatoriamente centros de controles (OLCC) para "Bisbilhotar" e se tornarem competitivas;

Observando agora como o mercado vem direcionando seus esforços, como as empresas e organizações estão se posicionando e se estruturando no contexto de segurança de uma forma geral, passados 6 anos, é surpreende observar o quanto de visionário estava sendo  nas minhas publicações naquela época.  

Alguns exemplos podem confirmar os acertos, vejamos:

  • Hacker em Alta - Diferente do  romantismo da década de 80/90, que tinham nas suas atividades o pretexto  de  "diversão" e desafio de geração,  nos dias de hoje existem grandes oportunidade de projeção pessoal ( mesmos desejos da época romântica) com a garantia de ganhos financeiro. Resolvendo atuar no  "lado do bem da força" , o "dinheiro é limpo, legal e divertido". É desta forma que estão surgindo os autônomos e solitários caçadores de recompensa e nas empresas, os especialistas de segurança,  "hacker do bem", cada vez mais cobiçados e disputados por elas. Da mesma forma, do outro lado da força,  existem as oportunidades de atividades de espionagem empresarial, do cidadão (bisbilhotice) e de organizações (políticas, religiosas, etc) que fazem movimentar o  "mercado de ética nebulosa" que  proporcionam também altos ganhos financeiros para revelar "segredos" e informações estratégicas. Sem falar de atividades totalmente criminosa de desvio e roubo (boleto falso, clonagem de cartões, senhas bancárias, etc) e do surgimentos de novos métodos a cada dia, a exemplo o mais recente, "Sequestro de dados". 

  • Novo segmento de negócio - além das empresas de segurança cibernética, surge a versão empresarial dos "caçadores de recompensas", com os especialistas organizados na forma de "empresa tradicional" ou de "empresa colaborativa", voltadas para "caçar" de forma "compartilhada" as vulnerabilidades, falhas (bugs) e qualquer outros meios que levam aos riscos de continuidade, de sabotagem e perdas ao negócio das empresas, clientes e cidadãos de forma geral, sendo remuneradas pelas revelações das descobertas.

  • Centros de Controle de Segurança - Cada dia mais as empresas estão implantando áreas de segurança numa posição estratégica do organograma, atuando como "serviço de inteligência" da organização. Estão se capacitando  com centros de controles  para prevenir e defender de ataques, previnir sabotagens, conter vazamentos de informações, monitorar tráfego, conteúdo e etc.  seja através de equipes próprias ou  como serviços. 

  • De forma semelhante, as nações têm se capacitado para "guerra cibernética". Como exemplo,  temos o governo brasileiro Co o Centro de Defesa Cibernética, que atua para proteger os sistemas de informação e neutralizar a fonte de ataques.
Com este nível de aderência da visão de futuro naquela época cá a realidade hoje, seria de concluir ser fruto de uma viagem ao futuro ou até obra de uma bola de cristal, mas não. Não tem nada de místico ou ficção científica. O segredo é fazer a leitura correta do contexto, entender os agentes do contexto e muito tempo estrada que o futuro será revelado!

Fico feliz de ter sido privilegiado por estas revelações!


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Faltam dinossauro na era touch?

Não é piada, inventaram a Computação de Neblina

A leitura do artigo abaixo, postado por  no Blog Meio Bit, me fez lembrar  do Alcelio Medeiros (http://linkedin.com/in/alcelio-medeiros-4b2204 ) e a  teoria do "latão" que ele gostava de fazer referência. (Alcelio, sinta-se desafiado em fazer um Post específico sobre o assunto)

Quem é da era dos dinossauros (época punk de programação em assembler em cartão perfurado), quando vê  novos conceitos sendo propagados para para as coisas velhas,  faz analogias as "boas práticas" daquela época.

Muitos dos conceitos novos, são conceitos antigos, com  roupagem nova.

Muitas coisas poderiam ser diferente, se os conceitos e práticas daquela época fossem "copiados" sem perda de conhecimento e experiência acumulada. 

Quem detém este conhecimento não tem espaço no mercado "são velhos tiranossauros", o mercado é da geração touch.

Alguma vezes, estes novos conceitos estão sendo definidos por "teóricos" da era  touch, ou "figurinhas premiadas", "estrelinha", sem experiência pratica, que vivem da definição da propagação de  novos conceitos como profissão.

São os "cientistas" sem obras acabadas.

Mas é assim mesmo, na evolução a substituição natural ocorre e vão existir as  perdas que só são repostas com o passar tempo e muito "calor"  por aqueles que fazem acontecer. 

Muitas vezes está ruptura e perda de conhecimento é benéfica para acontecer a inovação.

Mas não há de se negar que ainda sobrevivem os conceitos da época dos 327x de telas verdes, até mesmo nas grandes inovações recentes,  agora em dispositivos com uma carinha nova, que  cabe na palma da mão e são operados com a ponta do dedo!

Segue o artigo

http://meiobit.com/342933/fog-computing-computacao-distribuida-de-neblina-onde-servidores-estao-mais-proximos/

Não é piada, inventaram a Computação de Neblina

Postado Por em 05 05 2016 em Indústria, Propaganda & Marketing

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Na excelente e deprimente (é real demais) série Silicon Valley o protagonista foi demitido da posição de CEO da empresa que fundou. O sucessor é um coroa que teria negociado bilhões em outras empresas, mas não era técnico. Quando Richard, o fundador percebeu a empresa que começou com um algoritmo de compressão estava agora vendendo espaço de armazenamento em servidores de datacentres.

A justificativa é que a equipe de vendas funciona melhor com produtos simples, que conseguem entender. É surreal, não faz sentido mas é verdadeiro. Boa parte da "inovação" atual é movida pelo marketing, conceitos antigos são rebatizados e todo mundo que não entende embarca no Trem do Hype.

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O problema é que assim como os jogos o Mercado é voraz, quando inventaram aquela bobagem de Web 2.0 (pergunte para seus pais) não deu seis meses nego já estava anunciando seminário de quebra de paradigma e intervenção sinergética com apresentação da Web 3.0. Parece anúncio de MP3 no Mercado Livre, quando os vendedores retardados perceberam que os clientes retardados achavam que MPx era indicador de funcionalidades então anunciaram MP4, MP5, MP6, MP7, MP8… MP13 e por aí vai.

Alan Turing reconheceria a tal Computação Na Nuvem, e acharia graça pois pra ele o conceito de chama Cliente/Servidor. Qualquer um que mexeu com mainframes nos últimos 50 anos balança a cabeça diante da genial e revolucionária idéia de executar aplicativos remotamente e acessar via terminais, mas o Marketing é Rei, Nuvem vende, Client/Server é coisa de velho.

Só que a Nuvem já saturou. Precisamos de um novo e revolucionário conceito e esse é… Computação de Neblina.

capture21

Existe até um consórcio, o OpenFog Consortium, formado por Cisco, Microsoft, ARM, Dell e Intel, entre outros. O conceito revolucionário? Nuvem é ruim, os usuários e a Internet das Coisas demandam agilidade. Servidores gigantes monolíticos são vulneráveis, a nuvem distante no céu não cobre o usuário como a neblina, ao alcance da mão.

Na Computação de Neblina seus servidores são seus, não parte de um DataCentre compartilhado. E eles estão próximos, às vezes dentro da sua empresa e nas filiais, com dispersão geográfica para agilizar o tempo de resposta.

Sim, os marketeiros reinventaram a boa e velha computação distribuída. Agora as empresas vão investir em servidores locais, com a promessa de mais redundância e agilidade. Não duvido que empresas de nuvem comecem a vender consultoria para a genial idéia de implantar servidores dentro das empresas, trazendo a nuvem até você. Taí, gostei do slogan.

Fonte:

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.



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