domingo, 29 de julho de 2018

Viva a Transformação Digital!


Esta semana tive a oportunidade de ver algumas situações do cotidiano que me deram a certeza que a transformação Digital já está acontecendo em todos os lados.

Está acontecendo independente das empresas, de nível social, intelectual, poder econômico e idade!

Já não é novidade que os nossos bebês estão vindo ao mundo como se estivessem plugados na tecnologia digital.

Tinha a percepção que muitos outros estavam engajados neste paradigma, mas o que me surpreendeu foi ver que os "velhinhos" estão cada dia mais engajado digitalmente.

No evento do eclipse da lua, no local que eu estava, tinham vários grupos (mesas) de pessoas idosas (estou falando de pessoas com mais de 75 anos seguramente) entusiasmadas para assistir o fenômeno, mas não desgrudavam de seus smartphones, certamente conversando no WhatsApp e compartilhando fotos como qualquer outro ser Digital.

É um engano pensar que o mercado digital é apenas para jovens e coisa do futuro.

A transformação digital das pessoas já é uma realidade independente da evolução que a tecnologia venha ter!

Minha mãe por exemplo, com 92 anos não dorme antes de se atualizar com as notícias que chegam até ela pelos grupos de WhatsApp, ela nunca usou um computador.

Minha sogra, 72 anos, engajada neste mundo desde os primeiros momentos da internet discada, não serve como exemplo, pois ela poderia se passar como suporte remoto do uso dos principais APPs sem qualquer dificuldade com os "velhinhos".

Tantos outros exemplo temos, vc que esta lendo certamente tem alguns!

Muitos destes "velhinhos" ainda tem muita vitalidade e o meio digital está dando outra oportunidade de estarem ativos e presentes, de uma forma que a tecnologia anterior não conseguiu conquistar.

Muitos deles nunca sentiram atraídos pelos PCs e a internet, mas hoje estão com o mundo na ponta dos dedos!

O advento do smartphone resgatou uma geração que não tinham atração por tecnologia, aqueles que usar o computador e internet era coisa do outro mundo, achavam-se velhos para aprender.

Observem nos seus círculos de amizade, por onde vc viaje, esta é a realidade!

Seja rico, seja pobre, seja nas metrópoles ou até mesmo em vilarejos com realidades muito diferentes, a transformação Digital é uma realidade!

O engajamento desta "turma de velhinhos" está acontecendo sem a presença de qualquer "guru de tecnologia", ou "campanha de marketing" para aumentar o mercado, senão, teria tido sucesso na época do desktop com internet.

Minha leitura é que este movimento está relacionado as definições da Hierarquia de necessidades de Maslow (Pirâmide de Maslow), este movimento acontece como um processo natural, para atender as 5 camadas da pirâmide.



Vejamos:

  • Necessidades fisiológicas (básicas) - Preenche o vazio deixado pela ausência de sono  por exemplo.
  • Necessidades de segurança - a facilidade de pedir socorro, ser monitorado e todas as facilidade que podem dar mais segurança.
  • Necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos - A participação de redes sociais e grupos de WhatsApp, preenche esta necessidade, ou não?
  • Necessidades de estima - mais uma vez, as rede sociais e grupos de WhatsApp permite a eles ("velhinhos") serem reconhecidos e procurados pelo que são e não pela idade que tem;
  • Necessidades de auto realização, só pelo fato de estarem engajados no novo mundo digital, traz a satisfação de realização.
Será que esta população nova, de velhinhos, estão sendo percebidas pelas empresas?

A transformação Digital precisa enxergar esta turma, suas dificuldades, suas ansiedades.

Quem desenvolve novos negócios tem que "se ligar" neste aspecto, para não ficarem obsoletos com seus APPs ultra-mega-modernos se não consideram a Experiência dos Velhinhos.

Afinal, todos vamos ficar velhinhos!

E você, qual sua opinião?


IDFM

sábado, 28 de julho de 2018

Qual o legado que você vai deixar?

Todos nós temos idéias, pensamentos, sentimentos e histórias para contar, que podem servir de insight para os outros.

A vida passa diante dos nossos olhos, fazemos a leitura do que se passa, do que estamos vendo, do que estamos sentindo. Todos nossos "sensores" capturam informações que completam a nossa leitura.

Mesmo que outros presenciem o mesmo momento, cada um tem sua própria leitura, ela é única, individual. Com ela, combinamos idéias, sentimentos, pensamentos nossos e de outros e transformamos, criamos algo diferente, contextos diferentes, algo novo.

Este conhecimento tem valor! Muito valor!

Não podemos deixar para levar para debaixo da terra o nosso conhecimento, nossa história, a nossa riqueza. Debaixo da terra não vai servir para nada, não será absorvido pela terra, nem mesmo para adubo vai servir.

Temos a obrigação de deixar esse legado para a humanidade! Por isso a importância de compartilhar e devolver ao universo o nosso conhecimento.

No dia que nossa máquina for desligada, continuaremos mantidos vivos na nuvem de conhecimentos que deixamos para o universo.

#anotaai ✍️ "O Universo vai agradecer e vai retribuir!"

Qual o legado que você vai deixar?

Eu já fiz minha opção. E você?


IDFM

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Eclipse lunar - Uma lição de contingência para continuidade de negócio.

Hoje tive uma experiência de como um Plano B é importante para garantir a satisfação do cliente, mesmo em situações fora do seu controle.

Mesmo com previsão de chuva e céu nublado, shopping na beira-mar em João Pessoal, encontrou maneira de atrair público, divulgando no telejornal local como sendo o melhor local para a observar o fenômeno e que iria disponibilizar telescópio para o público usar.

No horário previsto para o início da visualização, não se via nada no céu, além de nuvens! A natureza boicotou a Lua Vermelha.

Mas isso não deixou o público inquieto ou abandonando o local.
No horário esperado, estava garantida a visualização da imagem do eclipse acontecendo, mesmo sem ter nada visível no céu. Estava garantido um horário de happyhour lotado.

O compromisso de atender a expectativa do cliente foi resolvida de forma simples, uma conexão no YouTube Live e um projetor direcionado para o toldo existente foi suficiente para manter o público engajado.



Escutei comentário de frequentador habitual que nunca teve tanta gente lá, quando chegamos  estranhamos, estacionamento lotado e lojas movimentadas, algo incomum pelo que me lembro das últimas ida para lá. Sai de lá as 20hs e continuava lotado.

Tudo pode ter acontecido por acaso, a reportagem na TV local, a chuva, o público, mas com certeza tinha alguém "ligado" em detalhes que falou... E se?

Aqueles que buscam soluções ótimas para os problemas que aparecem à sua frente, iriam propor soluções em um ambiente sem restrições, uma soluções com projeção 4K da imagem nas nuvens, vendendo cotas de publicidades, atenderia toda a população, mas poderia não funcionar, nuvens escuras ou eventuais "buracos" e só ficaria pronto para a próxima eclipse daqui a 15 anos...

Mas um smartphone com acesso a internet, conectado a um projetor simples e um toldo deram uma solução simples!

Simples assim!

Muito boa a sacada, ou não?


IDFM

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Aldeia Global, porque não?



Estive nos últimos dias num local isolado de tudo, a 1 km de um vilarejo com cerca de 800 habitantes onde, em duas idas até lá, me deparei com as tradicionais cadeiras na frente das portas das casas, como que estivessem colocadas ali a anos para as conversas intermináveis das comadres e amigos.

Já tive experiências semelhante em outro local, mas a muito tempo atrás, 40 anos, quando TV era artigo restrito a poucos e quando tinham acesso, faziam através das janelas entreabertas das casas dos "barões" do vilarejo ou de veranistas ocasionais.

Desta vez o que me chamou atenção era a pouca audiência das cadeiras, muitas delas abandonadas sem qualquer ser vivo por perto, além de cachorros e crianças brincando na rua, elas não tinham mais de 5 anos, como se estivessem na sala ou playground de nossas casas, sem qualquer adulto ou câmeras vigiando.

Talvez este abandono das cadeiras se justifica pelo horário que passamos por lá, era no horário das telenovelas e telejornais.

Mas outra curiosidade que me chamou muito atenção, foi ver alguns adolescentes isolados individualmente, sem companhia, sem compartilhar, sentados no chão, meio fio, calçada, como qualquer adolescente dos grandes centros urbanos, equipados com smartphone (pelo brilho da tela não da para confundir) com a tradicional cabeça baixa de zumbi digital.

Certamente, apesar de estarem fisicamente num povoado desprovido de qualquer outra alternativa de entretenimento típica da idade, estavam vivendo uma realidade muito longe dali, através das redes sociais e WhatsApp. Consumindo conhecimento! O mais curioso é  que o sinal por lá é muito ruim, mas deve ser libertador para eles!
- Como assim, num lugar como esse?

- Isso mesmo... Se liga! Eles estão criando o contexto das próximas transformações...
Para alguns este local pode parecer um paraíso, longe das loucuras de cidades como Rio e São Paulo, talvez até seja para passar uns dias, para desintoxicação urbana, experimentar e conhecer.

É preciso estar muito preparado para o desapego para se isolar no "paraíso" como esse! Algo que só os nativos estão preparados por falta de opção ou não conhecer outro mundo.

Mas me parece está longe disso, a falta de infraestrutura básica e de saúde é explícita e talvez seja o preço que eles estão pagando para manter este isolamento paradisíaco.

Duvido muito que este paraíso continue sendo preservado e resista a exploração imobiliária e de turismo, que são predadores impiedosos dos paraísos.

O mundo digital já chegou por lá com seus vícios e suas facilidades!

Nosso cozinheiro (nativo do vilarejo) nos consultava do que desejávamos, quando não sabia, acessava a internet e estava lá nos servindo, como nos revelou. Peguei ele algumas vezes tirando fotos dos pratos e da mesa servida antes que ocupássemos nossos lugares, como qualquer outro ser digital.

Outra curiosidade foi saber que, apesar de ser um população de 800 pessoas, o poder econômico de poucos, explora os empreendedores individuais com a mesma agressividade devastadora das localidades de grandes economias, os pequenos empreendedores informais são covardemente explorados num efeito cascata dos grandes e formais.

Uma coisa é certa, a transformação digital está acontecendo como uma contaminação de vírus.

Guardadas as proporções, a "Uberização" das atividades econômicas existentes em paraísos como estes será libertador para os nativos da exploração que são "obrigados" à sujeitar.
Fico imaginando como estão sendo nas tribos indígenas que ainda resistem...Devem estar seguindo o mesmo caminho e expandido suas fronteiras do mundo físico para o mundo digital!

Nossos vilarejos e tribos nunca mais serão as mesmos, estão em transformação numa única Aldeia Global como definida pelo canadense Herbert Marshall McLuhan.

Apesar de apenas duas visitas rápidas ao vilarejos, foram repletas de aprendizagem e insights.

IDFM

quarta-feira, 25 de julho de 2018

A mutação do Homo Sapiens



Esta semana de férias, maravilhosa por sinal, passei acompanhado de meus netos de 2 e 4 anos, que me deram a oportunidade de observar o processo de aprendizagem natural que passamos desde os primeiros momentos de nossas vidas e resolvi compartilhar.

A simples observação do céu estrelado, da lua, do sol, da chuva, dos ventos fortes, das hélices das turbinas éolica, de rãs, sapo, gafanhotos, formigas, formigueiros, lagartas, lagartixa e outros pequenos insetos "em uma Floresta", os medos, as superações, a pipa, as musicas, a exploração do ambiente, a liberdade, etc, serão experiências levadas para toda a vida deles e nossa também.

"Aprender algo pode não fazer sentido agora, mas vai fazer a Diferença depois!"

O que aprendemos ou temos contatos ao logo de nossa vida e aparentemente não fazem sentido ou não são relevantes, são absorvidas e realizam conexões novas entre nossos neurônios que um dia serão usadas, involuntariamente, em nossos processos criativos, decisórios e na maneira de ser. Na idade deles este processo é muito mais intenso, pelo que pude observar.

Eu, na época de estudante, tinha um pensamento de que não fazia o menor sentido estudar algumas matérias para desempenhar determinadas profissões. Mas também acreditava que um dia tinha que fazer sentido estas informações absorvidas.

Com o passar do tempo os propósitos daquelas conexões passaram a fazer sentido.

Será que no processo de aprendizagem natural da geração destas crianças o "fazer sentido" é imediato?

Talvez não, mas que elas aprendem e fazem conexões rapidamente, não há dúvida que sim!😱

Hoje, costumo dizer que a reação química da conexão de neurônios desencadeia o vício de consumir "compulsivamente" cada vez mais conteúdo, tudo que é tipo de conhecimento. 

Acredito também que isso acontece deste que somos pequenos e torna-se um vicio independente de idade.

Será que esta reação química gera dependência, que nos faz querer aprender e conhecer mais e mais coisas?

Acredito que sim...

Com o tempo, conseguimos realizar "coisas" que não imaginávamos saber e nem sabemos porque sabemos! Quem não passou por este tipo de situação?

Os artefatos digitais, dispositivos, APPs, jogos, filmes, tutoriais, são estímulos naturais da mutação do Homo Sapiens das crianças atuais, tal como foram os artefatos produzidos pela máquina de impressão de Gutenberg que vinham estimulando a mutação na época de nossos pais e desde o século XV.

Quantas vezes nos surpreendemos com as "sacadas" destes pequeninos, sejam com ideias, formas de agir e superar as dificuldades. Até parecem ETs equipados com Chips 😂😂😂

Tudo que se aprende ajusta nosso modelo mental e influencia na nosso trajetória.

Mesmo que não seja percebido conscientemente no seu dia a dia, existe uma transformação, uma remodelagem, que passa subliminarmente a incorporar o nosso novo ser!

A jornada destas crianças seguem um mundo próprio "uma realidade paralela", que elas estão criando!

Somos Homo Sapiens mutantes, em constante processo de transformação.

Imagine daqui a 15 anos, 10 anos, quando estas crianças, que hoje ainda usam fraldas, começarem a influenciar na sociedade?

Imaginou?...

Sempre foi e será assim, olhem para seu passado, 5 anos, 10 anos, 15 anos, e veja o quanto criamos deste presente que era o futuro desconhecido!

Acesse o link abaixo, vc vai gostar:


IDFM

sexta-feira, 6 de julho de 2018

2018 - A copa da ressaca moral.

A copa de 2018 da seleção brasileira não poderia ser outro. 


Depois de passar pela vergonha de 2014, a seleção ainda estava com “ressaca moral”. 


No fundo no fundo os Brasileiros torciam, mas não acreditavam. 


Os jogadores não acreditavam neles e não jogaram para ganhar. 


Quem joga para ganhar faz gol, não da bobeira para erros de principiantes, uma bola não pode ser perdida por vacilo de um passe, quando o adversário chuta ao gol, se coloca as pernas na frente, não tira né Marcelo? 


Nem mesmo as torcidas “organizadas” acreditavam. O hino da torcida tanto celebrado, enaltecia apenas o passado de orgulho... em nenhum momento temos alusão ao time atual, nem mesmo em ser o campeão... talvez a história esteja nos dando uma lição, uma oportunidade.... os últimos 4 anos foram muitas revelações, muita vergonha, um país mergulhado numa lama, políticos e CBF QUE NÃO É EXEMPLO DE NADA!


Terminada a copa não estou com vergonha, estou com ressaca moral!


Os Brasileiros ficam Tristes, mas não tem problema... na próxima semana já estará tudo esquecido e logo logo  já estarão todos cantando novamente o eterno Penta Campeão:



Éééé

Em cinco oito foi Pelé

Em meia dois foi o Mané

Em sete zero, o esquadrão

Primeiro a ser tricampeão


Ôôôô

94, Romário

2002, Fenômeno

Primeiro tetracampeão

Único penta é Brasilzão!


Ôôôô

Brasil, olê olê olêêê

Brasil, olê olê olêêê

Brasil, olê olê olêêê