quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Transformação Digital - Você faz parte dos que estão construindo ou dos que estão barrigando?

Nos últimos dias estive visitando e fazendo contato com algumas Startups com escritório em São Paulo, mesmo não sendo originalmente de SP. 

Estes contatos  me levaram a lembrar de  como o André Ferraz - CEO In Loco Media foi cirúrgico na analise que fez em seu artigo "O lado B de ser startup no Brasil". 

Segundo ele, "grandes corporações acreditam que estão fazendo um favor ao contratar uma Startup."

Mas porque isso acontece, se as corporações "correm" para serem inovadoras, disruptivas e não conseguem realizar a transformação digital de seus negócios?

Me arrisco a dizer que parte disso ocorre pelo modelo mental (que chamo de analógico) de parte dos profissionais que fazem estas corporações, ainda presas na mentalidade do "ser", do "ter" e "tirar vantagem em tudo", ao invés do "usar", "compartilhar" e "ganhar juntos".

Realmente é necessário derrubar o "preconceito" de alguns profissionais que ficam resistentes diante da inovação promovida por uma Startup. 

Alguns ficam com "cara de Bunda" como se estivesse pensando, "como não tive a capacidade de fazer, mesmo estando nesta Big Mega Blast corporação?"

Às vezes este preconceito é alimentado por fornecedores tradicionais, que não querem correr risco com Startups ocupando seu mercado, seus domínios, invadindo seus feudos.

🤔 Será que isso faz parte realmente do pensamentos das corporações, ou  são fruto de pensamentos de profissionais que tem o "poder", que estão mais preocupado, e se articulam, em se manter no poder do que realizar a transformação que as corporações precisam?

🤔 Será que eles são incentivados ou "patrocinados" para propagar o preconceito?

Quem não viu alguém endeusando algum fornecedor "até rezam por eles diariamente😂" e demonizando outros, ateando mais fogo diariamente? 

Muitas vezes essas inseguranças são provocadas por eles mesmo, por falhas deles, mas alimentam o fantasma e discurso de que "se temos problemas com empresas sólidas, com passado e muito tempo de estrada, imaginem como seria com estes pequenos novatos?"

Eles tiram o sono dos executivos, que morrem de medo da indisponibilidade, tornam-se "os frouxos da inovação" e correm para longe de novas e pequenas empresas. 

Para estes executivos, os grandes fornecedores dão uma "falsa" segurança e dão a "sustentação" para o discurso de auto preservação e preconceito aos pequenos. 

Esta postura consegue mobilizar seguidores, dentro do modelo de gestão do "manda quem pode, obedece quem tem juízo". E ganham  espaço facilmente,  um batalhão de medíocres que seguram, empurram com a barriga e criam dificuldades, dispostos a fazer tudo para a impedir que riscos impeçam deles se manterem no poder.... é o que chamo de "cultura analógica".

Imagine as Startups ou pequenas no meio destas briga de poder corporativo?... 

São rotuladas rapidamente de aspirantes do "capeta", que tornará um inferno a vida na corporação e "levará risco ao negócio da corporação".

Enquanto isso, fornecedores alimentam, insegurança técnica, incapacidade econômica e de continuidade, para proteger-se da concorrência contra sua incompetência para inovar "rapidamente".

Na verdade elas ganham tempo se capacitando para atenderem as provocações de invocação propostas pelas Startups.

Não é difícil  observar que, quando fornecedores tradicionais sentem que a ameaça de perder o espaço está se tornando realidade, elas se aproximam das startups, se apoderam das soluções como sendo suas, se apresentam ao mercado como "a solução", ou quando não, conseguem "tirar" as Startups do cenário das corporações até chegarem com solução própria.

🤔 Quem nunca viu a tolerância zero para ajuste de soluções ou pequenas falhas de Startups, que são toleradas a anos quando do outro lado estão  fornecedores tradicional?  

🤔 Quem nunca viu grandes fornecedores fazendo acordos operacionais com Startups com o apelo de terem a solidez que as corporações desejam, mas não fazem nenhum esforço para a venda e deixam no final as Startups fora do negócio, agindo como qualquer predador?

Nas minhas andanças pelo mercado, os relatos demonstram como está realidade é presente, seja por serem pequenas, Startups, de São Paulo ou não. 

Mas nem por isso elas perdem o pique, o propósito é maior que qualquer dificuldades que lhe são impostas! Ainda bem !

Mas acreditem, estes paradigmas estão com dias contados. 

Existe luz no lado escuro corporativo, existem aqueles preocupados com a extinção e estão mantendo os predadores sobre controle. 

Existe a resistência a "mesmice", que estão sabendo orquestrar ações nas grandes corporações e criando outros tipos de seguidores. 

Seguidores  que fazem tudo para  acontecer, aqueles que estão adotando ou utilizando dos modelos de Hub de startups e espaços de coworking para contaminar as corporações como um vírus do novo modelo mental.

Modelo que  "Usar", "compartilhar", "criar juntos", "ganhar juntos", "rápido" , "fácil" e "resiliente" são palavras chaves.

Enquanto isso não acontece, as corporações estão perdendo tempo na transformação, e elas sabem disso. 

Enquanto ficam  alimentando seus fantasmas, estão dormindo.

Será que quando acordarem será tarde e terão perdido a oportunidade de se diferenciarem e saírem na frente?🤔

 Ou será que despertarão antes do pesadelo, eliminando quem alimenta os fantasmas?🤔

Enquanto alguns ficam adiando, "empurrando com a barriga", outros estão construindo o futuro. Estão eliminando as barreiras e criando pontes. 

Iniciativas  como o CUBO e HABITAT (onde estive esta semana) estão realizando estas transformação e vão aos poucos fazendo o novo modelo acontecer e encontrando seguidores dispostos a promover a mudança que nossa mercado precisa.

E vocês, fazem parte dos que estão construindo ou barrigando a transformação digital? 🤔

Quem tiver interesse em conhecer as publicações mencionadas, seguem os links:


👉Transformação digital - Cultura analógica.


👉 O lado B de ser Startup no Brasil





IDFM

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O propósito é que faz a diferença!

“Quando estiver achando que esta quebrando pedras, lembre-se que foi assim que foram construídas as grandes fortalezas.”

Igmar Falcone

Estamos dispostos a pagar o preço da transformação digital?

Você viram isso? O G1 Publicou matéria que poderia ser um dos episódio de Black Mirror, mas é real.

Segundo a matéria, com o objetivo de promover a saúde, a segurança e o bem-estar dos funcionários, a Ford mantinha um programa que tornava a vida dos funcionário em um experimento de laboratório, onde tudo era monitorado, pontuado, passando pelo simples fato de sua casa ser limpa, situação da conta bancária, comportamento na sociedade ou até as suas já usadas postagens nas redes.

"Se você parasse para beber no caminho, brigasse com sua esposa ou fizesse qualquer coisa que o marcasse como um funcionário problemático, seu chefe ficaria sabendo disso no dia seguinte."

Ainda segundo a matéria, "Um grande objetivo da coleta de dados é fazer previsões sobre quanto tempo um funcionário ficará no cargo, o que pode influenciar contratações, demissões ou retenção de empregados".

Continuando, "a coleção de dados está mudando relações de empregabilidade, a forma como as pessoas trabalham e as expectativas de como poderia ser".

🤔 Será que estamos preparados para a transformação digital que estará no encalço de nosso rastro digital, de sua vida real, na sua mente ou até mesmo de seus sonhos?

🤔 Você estaria disposto a compartilhar toda sua vida, sua alma, para a empresa em troca do emprego?

Concordo com a matéria quando sugere que isso não tem nenhuma novidade. As empresas sempre estão tentando controlar a vida dos funcionários além do local de trabalho. As ferramentas digitais vem facilitando essa prática mais do que nunca.

Quem garante que nosso "histórico médico" não estão sendo monitorado através do uso do benefício do convênio médico por empresa?

Quem garante se nosso rastro fisico, digital, nossa localização, as imagens e sons por onde passamos, não estão sendo monitorado através de seu smartphone corporativo oferecido por nossos empregadores?

Certamente já vivenciamos situação deste tipo, ou não?

Imagine, se ou quando as empresas tiverem acesso a tecnologia como a apresentada no filme Anon no Netflix, que mostra um futuro onde a privacidade é um conceito obsoleto e a tecnologia possibilita um outros possam acessar as imagens vista pelas pessoas. Uma tecnologia que seus olhos revelam de sua vida e de quem esteja por perto.

A China já iniciou a monitorar e pontuar seus cidadãos, algo que só era imaginado em filme.

Será que chegaremos a viver a realidade mostrada no episódio Queda Livre do Black Mirror?

Não está longe que esta prática seja corriqueira, mas a ética do ser humano é a principal variável da equação que irá determinar se será ou não uma arma de extinção daquele que tenha baixa pontuação, ou para as pessoas serem Banida para uma terra de ninguém, no meio de um deserto, como mostra o filme Amores Canibais.

É por isso que adoro os filmes de ficção, eles revelam para nós o esboço do que está sendo construído para o futuro.



Será que temos como nos proteger? 

Acredito que não! Mas precaução é como caldo de galinha, sempre é adequado, não é mesmo? 

A legislação pelo mundo afora está sendo atualizada para proteção do dados, isto será suficiente para nos proteger, ou apenas um obstáculo a ser superado pela tecnologia?

Estamos dispostos a pagar o preço da privacidade para ter em troca a evolução da transformação digital?

Caso tenha interesse, reproduzo abaixo o link da matéria onde o G1 mostra como o uso de dados de funcionários pelas empresas esta mudando o mercado de trabalho.


Caso não tenha assistido os filmes do Netflix que foram mencionados, seguem os links:


IDFM

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Será que a humanidade é imune aos riscos das tecnologias?

Muitos estão apostando que a solução para suas incompetências serão resolvidas com o uso da tecnologia. 

Muitos apostam que a utilização de inteligência artificial vai ser arrebatador, o salto exponencial para o seu negócio. Que a transformação Digital é o caminho.  

Não há dúvida que a evolução do ser humano tem sido atrelada a evolução da tecnologia, basta olhar para trás, 5, 50 ou 100 anos e veremos o quanto éramos primitivos a tão pouco tempo. A novela da Globo, O Tempo não para, é boa referência para nos fazer refletir.

A evolução das tecnologias sempre são  bem-vindas, mesmo com as perdas que elas deixam pelo meio do caminho, elas tem nos levado para uma  melhor qualidade de vida.

O fogo, a pólvora, transformaram a forma como eram feitas as caças para manter as famílias agasalhadas e alimentadas, mas também criou artefatos que passaram a ser instrumentos para a morte de indivíduos.

A energia nuclear, permitiu uma fonte para manter cidades aquecidas, vivas, mas também criou armas de destruições em massa, capaz de destruir o planeta.

A tecnologia biológica e médica, nos levou a outra condições para preservar a vida, mas também levou à criação de armas de químicas e biológicas, capazes de exterminar civilizações.

A aviação e telecomunicaçöes diminuíram a distância entre as pessoas, mas também possibilitou exterminar vidas transportando ou acionando bombas guiadas para extermínio "cirúrgico". Que o diga o Japão e os B52 e as bombas no Iraque que viajaram kilometros até atingir seu alvo.

A tecnologia da informação, vem facilitando a vida de todos, tem tornado o acesso às informações e conhecimento a todos os níveis da sociedade, mas também tem sido utilizadas para a manipulação, criando "zumbis digitais" seguidores, sem livre arbítrio, caminhando pelos labirintos "virtuais", como gados a caminho do abate.

Em todos os saltos que passamos, lá estava o ser humano distorcendo o uso da tecnologia.

A ética do ser humano é a principal variável da equação para a evolução exponencial no ser humano.

Será que a "falta de ética" será o elemento principal da fórmula que levará ao extermínio do ser humano? 🤔

A existência de vida na terra tem seu propósito, todos os sobressaltos decorrentes da tecnologia não foram por acaso. Até mesmo este desvios do uso da tecnologia existiram para o ser humano chegar até onde chegou e onde chegará. 

Não existem atalhos ou caminhos mais longos, existe a jornada que a humanidade segue!

Então, será que a humanidade é imunes aos riscos das novas tecnologias?🤔

Sim, estamos imunes! A capacidade humana de realizar é superior à de destruir, até mesmo por instinto de preservação e de sobrevivência, nata do ser humano primitivo, desvios serão criados e sobressaltos superados, mas a jornada continuará!

Durante esta jornada, vamos enfrentando nosso medos. Medos estes que nos fazem criativos para super as adversidades que a vida nos impõe e criando um mundo melhor a cada dia!

Uma certeza é que nunca veremos a manchete abaixo nas mídias: "Os seres humanos foram exterminados pelos seres humanos."

Assistam o vídeo, será que corremos este risco?

Se acontecer, dependendo como seja usado, será apenas mais um sobressalto para a preservação da humanidade!


E vc, que acha ?



IDFM

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Exitinção - indicação Netflix



Ontem à noite, domingo, assisti mais um filme que a Inteligência artificial do Netflix me sugeriu.

As indicações dela tem sido boas...

Para quem vive assistindo filme de ficção, pode parece mais um dentre milhares.... e É mesmo, não é nada espetacular, mas é daqueles filmes que eu recomendo assistir, pela provocação que ele faz que nos leva a refletir, isso sempre é muito bom para Pensar e revigorar nossa vida!

Vou mais além, ele precisa ser assistido, principalmente nós que respiramos tecnologia e vivemos imaginando o que será o futuro da humanidade, dos empregos, com biotecnologia, inteligência artificial, robótica e etc.

Assistam EXTINÇÃO, vale a pena.

Depois passa por aqui e comenta se valeu a dica!


IDFM

sábado, 4 de agosto de 2018

Nacionalização das nuvens na Índia.

A tendência para manter em seu território os dados armazenados nas nuvem vem sendo consolidada pelo mundo afora. Agora chegou a vez da Índia.

É uma questão de soberania?

Talvez sim, fruto da desconfiança de como são tratadas as informações de seus cidadãos.

Mas também porque abre oportunidades para empresas locais que ofertam os mesmos serviços, sujeitando os grandes players globais (da terra de Trump) as mesmas dificuldades e condições locais na disputa do mercado.

Em outro post fiz, defendo que a "nacionalização dos dados" é de questão econômica, fiscal. É uma "estimulação forçada" para que os grandes player se instalem no país, gerem atividade econômica e principalmente Impostos.
Veja o que escrevi sobre soberania de dados no link abaixo, vc vai gostar:


Caso tenha interesse, reproduzo na íntregra a versão traduzida da matéria publicado hoje - 04.08.2018 por Reuters, que aponta a Índia seguindo o mesmo caminho que outras nações já tomaram.



India panel wants localization of cloud storage data in possible blow to big tech firms 


NOVA DÉLHI (Reuters) - Um painel que trabalha na política de computação em nuvem do governo indiano quer que dados gerados na Índia sejam armazenados dentro do país, segundo um relatório apresentado pela Reuters, uma proposta que poderia desferir um golpe nos gigantes globais da tecnologia. Amazon e Microsoft que oferecem esses serviços.

Isso não só aumentaria seus custos porque eles precisariam aumentar o número e o tamanho dos centros de armazenamento de dados na Índia, onde os custos de energia continuam altos, mas pelo menos alguns desses aumentos provavelmente serão repassados para clientes que incluem todos de pequenas empresas. start-ups para grandes corporações indianas.

A política será a mais recente de uma série de propostas que buscam estimular a localização de dados na Índia, pois o governo finaliza uma lei abrangente de proteção de dados. Os requisitos de armazenamento de dados locais para pagamentos digitais e setores de e-commerce também estão sendo planejados.

As autoridades querem que as informações sejam armazenadas localmente, para que possam ter acesso a elas com mais facilidade na condução de investigações.

O impulso da Índia para a localização ocorre em um momento de maior escrutínio global de como as empresas armazenam dados de usuários. Em julho, a Índia disse que a polícia federal começou a sondar o uso indevido de dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytica, que segundo suspeitos de Nova Delhi incluíam informações sobre usuários indianos.

RELATÓRIO A SER SUBMETIDO EM BREVE

O relatório preliminar do painel de políticas da nuvem, liderado pelo co-fundador da gigante de tecnologia indiana Infosys, Kris Gopalakrishnan, disse que um regime de proteção de dados "prospectivo" é necessário, já que a estrutura de leis de TI da Índia não é suficiente para computação em nuvem.

"Recomendamos a localização de dados na nuvem e quaisquer dados armazenados sobre entidades indianas ou dados gerados na Índia", afirmou, acrescentando que esses dados "devem estar disponíveis para agências de investigação e agências de segurança nacional".

Gopalakrishnan não quis comentar o rascunho do relatório, mas disse que espera enviá-lo ao Ministério da Tecnologia da Informação antes do final do mês ou pelo menos até 15 de setembro. Um porta-voz do ministério de TI disse que o departamento revisaria o relatório não vai comentar antes disso.

Computação em nuvem refere-se ao fornecimento de software, armazenamento e outros serviços a clientes de data centers remotos. Ele permite que as empresas usem programas com custos operacionais mais baixos, pois os programas e os dados não são armazenados nos centros de dados do cliente nem em seus desktops.

Executivos do setor disseram que muitas empresas indianas armazenam seus dados em servidores de nuvem localizados fora do país e que um mandato de localização poderia forçá-los a migrar dados para a Índia.

"A localização de dados aumentará os custos para empresas de nuvem pública, pois podem precisar expandir a capacidade do data center para atender aos dados de clientes atualmente hospedados fora da Índia", disse Santanu Patro, diretor de pesquisa da Gartner na Índia. Ele disse que eles poderiam repassar o aumento para os clientes.

As recomendações preliminares do painel disseram que a Índia deve considerar a importância de garantir a "soberania dos dados, especialmente no contexto dos fluxos de dados transfronteiriços".

"As estruturas jurídicas e políticas indianas devem se concentrar em garantir que os dados gerados da Índia possam ser utilizados para o benefício de cidadãos indianos, governos e atores privados", afirmou.

Um executivo de uma empresa global de tecnologia que oferece serviços em nuvem na Índia descreveu as recomendações da política como "protecionistas".

"Parece que voltamos o relógio à globalização", disse o executivo.

(Pimenta no dos outro é refresco, né Trump? - Comentário meu)

DESAFIOS DE INFRAESTRUTURA

O mercado indiano de serviços em nuvem pública deverá aumentar para mais de US $ 7 bilhões até 2022, segundo o relatório preliminar. Os gastos das empresas com software de infraestrutura de data center subirão 10%, para US $ 3,6 bilhões em 2018, estima a empresa de pesquisas Gartner.

O esboço do painel do governo listou Amazon, IBM e Microsoft entre as principais empresas já registradas sob uma iniciativa governamental sobre computação em nuvem. Ele também listou o Google, Oracle e Salesforce, como aqueles com "presença significativa".

A Amazon, por exemplo, diz que "dezenas de milhares de clientes" na Índia usam sua plataforma de serviços em nuvem da AWS.

"Devido aos crescentes requisitos de hospedagem de dados, a Índia precisaria de um rápido estabelecimento de centros de dados", disse o relatório.

O relatório, no entanto, destacou os desafios de infraestrutura e conectividade enfrentados pelos provedores de serviços em nuvem na Índia - como os altos custos de energia e a necessidade de obter várias permissões - que aumentam o custo da operação de data centers.

Mais de 80% da oferta de data center na Índia estava concentrada em cinco cidades, segundo o painel. Recomendou a realização de um estudo para identificar 20 locais propícios para essa infraestrutura, além de buscar incentivos e uma estrutura tributária simplificada para o crescimento da indústria.

O painel também planeja recomendar o desenvolvimento de uma "estratégia nacional de nuvem" que possa levar os provedores de serviços de nuvem a uma única estrutura de regulamentação e política.

O esforço de localização de dados do governo indiano já deixou as empresas americanas com medo de aumentar os custos e desestabilizar as empresas. Um painel do governo divulgou na semana passada um projeto de lei que propõe que todos os dados pessoais críticos sejam processados na Índia.

O grupo de lobby US-India Business Council disse que o projeto levantou algumas preocupações e buscará trabalhar com o governo indiano para melhorá-lo antes de sua aprovação.

Reportagem de Aditya Kalra; Reportagem adicional de Sankalp Phartiyal e Sanjeev Miglani; Edição de Euan Rocha e Martin Howell


IDFM