quarta-feira, 28 de março de 2018

Vida Digital - Efeito colateral

Os vazamentos das informações do Facebook e a utilização delas para influenciar a sociedade, o indivíduo, já era do conhecimento de todo mundo, ou só tornou conhecido agora depois deste escândalo?

Francamente, todos já sabiam e "faziam de conta" que não tinha problema, ou até mesmo, acreditavam que as políticas de segurança e privacidade do Facebook eram suficiente para proteger, eram suficientes para não ter o uso indevido dos rastros digitais que deixamos (o que é indevido para Mark Zuckerberg?)

A única diferença agora é que as revelações tornaram publicas que usaram as informações para influenciar as eleições americana de 2016 e também na votação o Brexit.

Facebook alega que a Cambridge Analytica acessou indevidamente informações de milhões de usuários.

O Facebook e a Cambridge Analytica culparam Aleksandr Kogan, aquele de Cabeça Rosa, de colher indevidamente os dados.

Mas, segundo Reuters, Alexander Nix, diretor da Cambridge Analytica, disse em uma vídeo que sua empresa desempenhou um papel decisivo na vitória eleitoral de Trump. "Nós fizemos toda a pesquisa. Nós fizemos todos os dados. Nós fizemos todas as análises. Nós fizemos toda a segmentação. Nós executamos toda a campanha digital e nossos dados informaram sua estratégia", disse ele.

😱 Desde quando estas influências estão sendo feitas?

😂 Pütz, será que Lula é inocente?

🤔 Será que esta mesma trama foi usada para desencadear a Primavera Árabe?

O uso indevido das informações já revelaram efeitos colaterais para os Americanos e Britânicos, qual será a próxima vítima?

Mas o que me impressiona nisso tudo não são as vulnerabilidades e desvios de conduta das pessoas e empresas.

O que me impressiona é impunidade dos vazamento das informações, ninguém é preso, ninguém é indenizado... não acontece nada sério! No máximo um pedido de desculpas... francamente!

Será que não vão fazer nada de mais sério?

🤔 Se esta impunidade fosse no Brasil, já pensou o que o mundo estaria falando?

Segue publicação que fiz em setembro de 2017, dentro deste contexto que é oportuno ser relembrado.

👉 http://avisara.blogspot.com.br/2017/09/transformacao-digital-com-soberania.html?m=1





IDFM

quinta-feira, 8 de março de 2018

Transformação Digital - Cultura analógica.

🤔 Me surpreendi  pensando  novamente  em transformação Digital... afinal, "Transformação digital é como sexo na adolescência: todo mundo fala sobre isso, ninguém sabe realmente como fazer, todo mundo acha que os outros estão fazendo, então todo mundo resolve falar que também está fazendo..." então, como adolescente que sou, resolvi escrever sobre o assunto.

Vamos lá às minhas masturbações mentais!

O mais importante nesta época de Transformação Digital é a mudança que as empresas estão realizando no modelo modelo mental das pessoal, dos clientes.

Hoje é impossível imaginar a vida sem algumas facilidades que os Apps inseriram em nossas vidas, mas o Cliente é o principal protagonista desta transformação.

Estar alinhado com os clientes (experiência) é o que vai fazer a diferença das empresas que apenas sonham das que realizam!

Mas porque todas as empresas não se transformam digitalmente?  É só criar um App e pronto, A empresa passa a ser Digital!.. mas não é isso que acontece.

"Transformação Digital implica em mudar modelo de gestão, processos e a cultura organizacional" - Cesar Taurion

Acredito que o principal desafio é a mudança da cultura organizacional, principalmente das grandes corporações, que é um peso muito grande para o movimento de transformação.

Cultura organizacional é a engrenagem que movimenta a empresa!

Em recente artigo de Rafael Souto no Valor ele afirma (e eu concordo), "A média gestão tem sido a mais impactada pela avalanche de problemas...", "...São eles que carregam o piano"

Eles são fortemente cobrados por resultados, mas são proibidos de fazer acontecer. 

Na cultura analógica, Nada pode ser feito se não forem feitas diversas apresentações intermediárias que não decidem nada até ser autorizado pelos poderosos do "Olimpo". 

Qualquer projeto de eficiência, pode ser "boicotado" durante a Via Crucis e nunca ser levado para quem decide.

Concordo também quando ele revela a existência de Silos do poder ( eu chamo de Feudo), onde os líderes se isolam, colocam suas áreas (diretorias) como única que realmente importa e articulam politicamente para se manter no poder. 

Eles adotam um relacionamento educado com outros executivos, nunca se indispõe ou vão contra, mas atuam utilizando suas equipes para minar outras áreas (o exemplo de cima é seguido até o nível mais baixo da hierarquia). Para eles sempre o culpado esta na sala ao lado.

São "Líderes baseados no modelo de comando e controle" Eles não tem o menor constrangimento de denegrir sutilmente outros, até seus próprios colaboradores, para não se expor e se manter no poder.

São estes os que mais contribuem para que os resultados não sejam realizados e para que os talentos abandonem a empresa ou passem para a modalidade de funcionário zumbi. 

Para eles, tudo é motivo para não fazer, usando de argumento preservar a harmonia (a posição). "Divergir é um passaporte para a demissão."

Não adianta ter a "modernidade" de escritórios sem salas isoladas, sem paredes e portas, ou até liberar vestimenta, cabelo, barbas não tradicionais, existindo a invisível barreira da cultura corporativa - analógica.

Isso me intriga, será que a cultura corporativa "analógica" atrapalha  na realização da transformação digital, de projetos, na satisfação dos clientes, na retenção de talentos e impede melhores resultados?

Será que Empresas digitais sobrevivem com engrenagem analógica?

Qual sua opinião?

Quem tiver interesse no artigo do Rafael, acesse:



IDFM

quarta-feira, 7 de março de 2018

Banco Digital - Os Bancos deixarão de existir?

A CNN publicou matéria dando conta que Amazon quer ser um Banco também.

Isso me fez lembrar que 2013/2014, se não falha à memória, quase fui "apedrejado" por bancários tradicionais quando participei de treinamento interno de empreendendorismo na Unibrad - Bradesco.

Na ocasião, na abertura do curso, Solange Mata solicitou a participação do grupo para falarem sobre o que achavam do futuro dos Bancos, com o contexto de identificar soluções para Bradesco. Naquela ocasião, fiz uma provocação e afirmei que o Os Bancos deixariam de existir. Que os Banco deveriam buscar outro negócio, porque os serviços bancários seriam prestados por empresas de Software... "quando Google, Facebook e Apple resolverem entrar neste negócio, banco deixa de existir", Reforçava como argumento da provocação.

Esta provocação não foi à toa, tenho acompanhado esta movimentação, às Fintech cada vez mais ganhando força, os grande players Globais, comendo pelas bordas e os Banco reagindo agora se aproximando das Statups para criar um futuro diferente.

As diversas notícias do mercado só vem confirmando o Porto de Destino do negócio bancário.

Provavelmente os bancos tradicionais deixarão de existir sim. Com a transformação Digital os Bancos se assemelharão mais com as empresas de Software, Redes Sociais e marketplace, explorando aquilo que faz a diferença deles das demais, pela reputação de um lugar seguro, de empresas com credibilidade e serão os guardiões do legado das identidades e autenticações da pessoas e suas reputações, que serão substituídos por blockchain.

Mas a Amazon está seguindo um caminho diferente, com uma estratégia tipo "se não pode vencer o inimigo, alie-se a ele", não haverá muita resistência dos grandes competidores americanos e reguladores, já que, a Amazon diz estar em negociações com a JPMorgan Chase, a Capital One e outros bancos e empresas de serviços financeiros sobre a criação de uma conta corrente da marca da Amazon para seus clientes, de acordo com The Wall Street Journal.

Depois que a base de cliente estiver estabelecida sob o guarda chuva da marca Amazon estará estabelecida a Nuvem de Serviços Financeiros, Amazon Multi Bank, ou não?

Seguem algumas publicações abordando o assunto que vc vai gostar:


IDFM