quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Confraternizações de fim de ano - Vale a pena?

Quando chega o final do ano também chega a época das confraternizações.

Nesta época vemos fornecedores querendo dar o último xaveco de sedução nos clientes, empresas querendo "zerar" mal entendidos com seus clientes, equipes tentando reconstruir a equipe, empresas celebrando "harmonia" (que não existem).

Em fim, muita tentativas para gerar um ambiente novo, um alto astral, um clima novo e energia nova para a nova temporada que se aproxima.  

Um ritual que "tenta" levar um ambiente fraterno, cooperativo e de irmandade, contagiado pelo "espírito natalino".

Mas será que funciona?

Arrisco a dizer que que não, não dura até o próximo problema, a primeira quinzena de janeiro e para aqueles que aproveitam a época para férias ou viagens, não será nem lembrado que ocorreu.

As pessoas são as mesmas, com suas frustrações, rancores, invejas, mal caráter e desonestidades.

Não tenho certeza que este tipo de confraternização surtem efeito...

As pessoas não mudam apenas com uma confraternização, depois de passar um ano todo sendo "massacrado", tratado de forma indiferente, grossa, sem qualquer outro tipo de celebração e acumulando problemas, não é mesmo?

Confraternizar, celebrar, tratar bem, deve ser um ritual frequente, nem que seja um horário comum do cafezinho, um soverte coletivo nas sextas, aniversários coletivos no final do
mês, uma feijoada nas quartas ou até mesmo um chopp as quintas (TQT)... Não pode ser apenas no final do ano, não é mesmo?

Devemos aproveitar frequentemente as oportunidades para "zerar" e gerar um ambiente novo, um alto astral, um clima novo e energia nova.

Quanto as confraternizações de final de ano, todo cuidado é pouco para não ser vítima de pessoas amargas, sem espirito descontraído, mal amadas e invejosas do seu sucesso e de sua forma de ser. Em fim, cuidado com os vampiros de energia e de vida, essas pessoas são venenosas e destruidoras.

Cuidado também com aqueles que podem ver em você uma ameaça, um potencial substituto , nestas ocasiões de confraternização, num ambiente descontraído (acredite) elas irão te vigiar e coletar picuinha para detonar sua imagem ou te rotular.

Mas também pode ser um momento legal, então aproveite, afinal não é sempre que se tem oportunidade de fazer novas alianças, novas cumplicidades e dar boas gargalhadas!


IDFM

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

2019 - Blockchain, Criptomoeda, Bitcoin, IOTA e Initiative Q

Chegou a vez de fazer minha leitura sobre Blockchain, Criptomoeda e a recém lançada Initiative Q.  

Blockchain

Durante este ano de 2018 foram muitas as notícias dando conta da formações das mais variadas alianças em volta de Blockchain para soluções de problemas.

Muita conversa, muito vapor?

🤔 Minha leitura é que Não. Algumas alianças fortes vem sendo desenvolvidas e vem avançando e logo-logo estarão fazendo parte do cotidiano das empresas.

🤔 Mas, também tenho um leitura que muita coisa rolando por aí que realmente não passa apenas de vapor. Estão tomando posse de discurso como estratégia para se mostrar "up to date", prontos para enfrentar os desafios que estão por vir e se posicionando como player desta tecnologia.

Sem exagero mas com humor, é mais ou menos assim: 

😂"Blockchain é como sexo na adolescência. Todo mundo fala sobre isso; ninguém sabe realmente como fazer; todo mundo acha que os outros estão fazendo e então todo mundo resolve falar que também está fazendo."😂

🤔 Mas falando sério, as alianças que estão se formando vão na direção que muitas soluções começarão a sair das suposições ou até mesmo poderão ser abandonadas.

🤔 Acredito que soluções que estão sendo construídas no segmento financeiro sairão dos laboratórios e começarão a fazer parte do dia a dia a partir de 2019.

Por outro lado, apesar de existir uma corrente forte que o futuro de todas as transações passam pelo blockchain e que blockchain é um dos pilares para novos modelos de negócios, existem outros que repudiam esta verdade absoluta.

A existência de dúvida "quanto a real segurança" dos dados que estão distribuídos é um dos argumentos usados.

A Kaspersky, uma das maiores empresas de cibersegurança do mundo, prevê que 2019 será o ano do estouro do hype em torno da blockchain, argumentando que a indústria verá que a tecnologia não é viável além de seu uso como criptomoedas. Os pesquisadores da Kaspersky consideram que 2019 será um bom momento para parar de tentar fazer essa tecnologia funcionar.

🤔 Não acredito que esta "corrente do pânico" sobreviva em 2019. Para quem vende segurança cibernética é natural fazer "terror subliminar" para garantir faturamento para o negócio deles. Mas, no máximo que irá acontecer é fazer com que as soluções sejam mais robustas, mais preparadas para enfrentar o "terror cibernético". O segmento financeiro, por exemplo, de reconhecida competência e reputação em segurança, não são calouros para se aventurarem com soluções inacabadas, quando estiverem prontos e operando é porque já confiam na solução montada.

Criptomoedas

Kaspersky também não vê um futuro brilhante para pagamentos com criptomoedas.

🤔 Arrisco a concordar com Kaspersky, também não vejo hoje, um futuro brilhante para as criptomoedas nas condições atuais, muitas delas deverão desaparecer. A resistência do mercado tradicional é forte para segurar o avanço de criptomoedas "independentes". 

🤔 Minha leitura é que a fase de especulação está chegando ao fim. A fulga das "sardinhas", os "desavisados" que amargaram duras perdas, continuará puxando os preços para baixo. Basta observar como o mercado de criptomoedas continua em declínio, com o seu valor total caindo, e todas as top  criptomoedas se desvalorizando.



🤔 Acredito que antes de chegarmos ao final de 2019 o Bitcoin atingirá o valor na faixa de USD 1000 (+-10%), que era o valor antes da euforia, e se manterá nesta faixa.

🤔 Continuo acreditado no conceito por trás do ecossistema IOTA, como sendo um que sobreviverá as consolidações e tempestades e que se fortificará no futuro.

🤔 Acredito que teremos em 2019 o início de um cenário de fortes consolidações no mercado de criptomoedas.

Initiative Q

E quanto a Initiative Q, que viralizou um convite para todos participarem de numa nova rede global de pagamentos com moeda própria denominada de Q?

Enquanto tem uma corrente que considera ser um ação de Spam para fraude, outros estão aderindo e aceitando o convite.

Pelo planejamento, em meados de 2018 até meados de 2019 estará sendo realizada a campanha de recrutamento de membros. 

Só final de 2020 a meados de 2021 será feita a distribuição do App, para  no final de 2021 ser feito o lançamento da rede.

🤔 Minha leitura é que o Initiative Q é apenas vapor, para sair da da esfera dos sonhos, ainda tem muita estrada. O conceito por traz da distribuição gratuita de moedas através de  convites pode se tornar uma forças interessante para tornar real o sonho.

🤔 Quanto a aderir ou não aos convites, tenho a seguinte opinião: 
  • Para quem é cético e tem medo de expor sua identidade virtual (e-mail), mantenha-se longe deste convite;
  • Mas, se vc acredita que a divulgação simples do e-mail não representa risco maior do que está navegando na internet e se vc é daquelas pessoas que toma todas as medidas preventivas contra fraudes, não vejo maiores problemas além do aumento de spam que será recebido.
🤔 Vale lembrar que, nos primórdios, com o PayPal tambem existiram duvidas quanto à segurança e o que poderia acontecer com nossa identidade e nosso cartão, mas o resultado tá aí... um excelente meio de pagamento. Estou apostando que acontecerá o mesmo com Initiative Q e já fiz minha adesão.
Se vc tiver interesse, aqui está o meu link de convite: 👉https://initiativeq.com/invite/BGWRac1pQ

🤔 Por fim, em relação a 2019, imagino que devemos ser surpreendidos com anúncios de alianças entre corporações, em torno do Initiative Q, que poderá antecipar para 2020 o lançamento da nova rede.

Veja outras publicações revelando nossa visão para 2019:
IDFM

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

2019 - Assistente virtual, Bots e Inteligência artificial

Seguindo na onda das previsões, vamos agora abordar sobre assistente virtual, Bot e inteligência artificial.
 
Confesso que fiquei frustrado com o avanço, em termos práticos, destas tecnologias no ano de 2018. Esperava muito mais impacto no dia a dia. Não duvido que minha leitura esteja um com uma abrangência reduzida, mas a percepção é que 2018 deixou a desejar.

Particularmente minha expectativa era ver os assistentes virtuais iniciando um processo de "popularização", pelo menos no universos das pessoas ligadas em novidades e que se engajam rapidamente na "onda" delas. Imaginava que em 2018 já seria algo "comum" nos lares deste público e nos relacionamentos de qualquer "mortal" com as empresas.

No universo dos assistentes pessoais, SIRI e GOOGLE não seduziram, não é mesmo? 

No caso dos bancos, que sempre estão à frente, imaginava que teríamos novidades nos atendimentos dos clientes, com assistentes virtuais atuando como consultores financeiros virtuais e com inteligência artificial suficiente para aprender e não apenas ser mais um dos Bots a responder a scripts preestabelecidos. A sensação é que não passaram de nada além de URAs "travestidas" de assistentes virtuais que passaram a ter e serem chamados pelos nome como qualquer ser vivo.

Pouco vi de novidades, possivelmente 2018 foi um ano de incubação, amadurecimento e ajustes importantes, porém nada mais visível e com impacto diretamente para as pessoas. 

Assim, acredito que 2019 começaremos a ver soluções realmente novas e passando a fazer parte do cotidiano.

Mas, ainda corro o risco de dizer que 2019 pode vir a ser uma repetição da frustração, em razão das incertezas, "ainda não sabemos como será", decorrentes dos direcionamentos dado a Lei de Proteção de Dados Pessoais e as mudanças de culturais que ela provocará.

Vejam o que publiquei sobre este assunto em agosto de 2017.

http://avisara.blogspot.com/2017/08/assistente-virtual-e-inteligencia.html


IDFM

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Vamos comemorar, o tempo não para, não para não!


Podemos passar nossos dias como se não houvesse o amanhã mas o tempo não para, não para não e a melhor maneira de prevê o futuro é criá-lo (Legião Urbana, Cazuza e Peter Drucker).



Todos os dias devemos comemorar como sendo o primeiro dia, o primeiro dia do resto de nossa vida.

Então, vamos comemorar!


Igmar Dornelas

2019 - Cloud e Data Center


Começou a temporada de previsões para 2019.

Estarei publicando aqui minhas visões para 2019 e todas aquelas que outros estejam prevendo e, Sempre que possível, serão recheadas com meus comentários e minhas próprias previsões.

Vamos começar com Data Center e Cloud.

🎯 Clouddificação

Minha leitura, pelos movimentos observados no mercado, é que a transformação digital de serviços públicos brasileiros e a intenção do governo federal de se mover para as nuvens, saiu de mera intenção e começou a se transformar em realidade com a realização do pregão eletrônico para fornecimento de serviços de nuvem em infraestrutura e plataforma como serviço (Iaas e Paas) para 12 órgãos da administração federal, este movimento tornará o ano de 2019 um marco histórico do movimento de “Clouddificação” do serviço público. 

Da mesma forma, no setor privado, a maturidade alcançada pela empresas em 2018,  marcará 2019 como o ano do fim da “Cloudfobia” que paralisava os c-leves até 2017.

Os projetos que estavam parados nas "pranchetas" começaram também a sair do papel e passaram a ser prioridades dos c-Level das companhias e devem avançar em 2019.

🎯 Cloud - Markertplace, Broker  e Multicloud

O movimento no mercado sinaliza a consolidação do modelo de negócio para o fornecimento de soluções de nuvem, através de marketplaces e Brokers. Será   comum a implementação de soluções de Cloud/Multicloud Self-service se expandido no mercado SMB.

🎯 Demanda de profissionais 

Para os profissionais de TI, o ano de 2019 será ainda melhor para quem ajustou suas velas na direção das nuvens. 

As soluções de infraestrutura de Cloud, MultiCloud, Broker, aplicações e serviços baseados em Cloud, vão gerar muita demanda e escassez de profissionais. 

O mercado vai precisar ainda mais dos profissionais de  TI para operacionar, gerenciar e garantir o SLA dos novos cenários de infraestrutura e de negócios baseados em nuvem.

Para aquele que ainda não estão atuando nas nuvens, ainda é tempo de pivotar e aproveitar o início da tsunami.

Outras previsões 

O site NetworkWord.com publicou 10 previsões para 2019:

1️⃣ Edge computing amadurece, mas precisa de um modelo de negócios

🤔 O Ciclo de vida da tecnologia seguindo seu eterno dilema de ser ou não ser. Processamento centralizado, processamento distribuído ou processamento nas pontas é um tema que sempre irá aparecer nas previsões anuais. Neste caso, o avanço de outras tecnologias impulsionará o uso de Edge Computing suprindo os requisitos de desempenho.   

2️⃣ Expansão da refrigeração a água.

O site revela que a demanda por mais poder de processamento está impulsionando a mudança para o resfriamento líquido. A água é milhares de vezes mais eficiente na remoção de calor do que o ar e mais empresas estão superando sua apreensão sobre o líquido de resfriamento.

🤔 Quem é da geração dos dinossauros deve se lembrar que esta tecnologia estava presente nos CPDs (como eram chamados os Data Center  na época) desde os anos 80/90. Não me parece ser nenhuma novidade acontecer este movimento. O problema de refrigeração é antigo e essas soluções também são antigas. Me surpreenderia a previsão do aparecimento de uma tecnologia que não houvesse necessidade de resfriamento pelo fato de não ter mudança de temperatura para alto poder de processamento)

3️⃣ Mais AI para cobrir erros humano 

O Site prever esforços daqui para frente para uma nova classe de inteligência artificial (IA), que coloca a AI encarregada de otimizar o equipamento por meio de monitoramento e ajustes contínuos. 

🤔 a expansão da utilização de inteligência artificial em todos os cantos devem fazer parte obrigatoriamente de todas as previsões. Com o amadurecimento desta tecnologia é inevitável ela está cada dia mais inserida em tudo e no cotidiano das pessoas comuns.

4️⃣ O crescimento do data center continua

Do ponto de vista do Site,  há mais demandas de computação do que nunca, especialmente com o advento da IA e a nuvem ter suas desvantagens. O que isso significa, no entanto, é que o data center está sendo reaproveitado. Algumas cargas de trabalho estão indo para provedores de nuvem pública, enquanto outras estão sendo atribuídas ao data center, porque transferi-lo para a nuvem é caro. 

🤔 também não tenho dúvida que o uso de data center continuará crescendo, mas acredito que a taxa de crescimento estará desacelerando, mudando a tendência, com a expansão da utilização cloud e principalmente multicloud.

5️⃣ As cargas de trabalho são movidas dos terminais para os datacenters

O Site defende que Tablets, Smartphones e PCs são coletores de dados, mas não são adequados para análises ou qualquer tipo de inteligência artificial, de modo que os dados sejam enviados para a nuvem para processamento. O mesmo se aplica à Internet das coisas (IoT). Seu carro modelo 2019 não processará os dados, ele será enviado para um data center para processamento.

🤔 Apesar de parecer óbvio, a velocidade da rede ainda continuará sendo o obstáculo, pelo menos no Brasil, até lá, soluções mistas com capacidade de processamento nas pontas para superar as dificuldades da rede continuarão sendo usadas.

6️⃣ Containers / Microservices e Computação sem servidor decolam

Contêineres e serverless se tornarão mais atraentes, tanto na nuvem quanto local. A chave para o sucesso  é que  essas tecnologias foram criadas com a nuvem e os sistemas locais em mente e a fácil migração entre os dois, isto ajudará a atrair os usuários.

🤔 considerando o princípio de causa e  efeito, arrisco a dizer que a facilidade de migração, destacada pelo Site,  terá como uns dos principais efeitos a popularização da nuvem como solução e consequentemente a “cloudfobia”  dará  espaço para a “Clouddificação” das corporações.

7️⃣ AWS e Google se concentram em nuvem híbrida 

A AWS introduziu uma série de novas ofertas on-premises, enquanto o Google também está reforçando seus serviços on-premises.

🤔 Muito previsível esta movimentação para enfrentrar um mercado com legado forte dominado por IBM e Microsoft. O mercado ficará mais competitivo e com mais opções. 

8️⃣ Bare-metal continua a crescer

A AWS está entrando na cena bare-metal, assim como os principais provedores de hospedagem e de nuvem.

🤔 Apesar de ser uma opção para a migração de sistemas legado para a nuvem, não me parece ser um cenário que terá vida longa com a modernização do legado.

9️⃣ É um ano decisivo para Oracle

De acordo com o Site a Oracle realmente precisa tomar algumas decisões difíceis este ano - e rápido. Seus negócios na nuvem estão hesitando e não estão acompanhando os quatro grandes (AWS, Microsoft, Google, IBM). A Oracle ainda não deu o salto para a nuvem tão graciosamente quanto a Microsoft, mas se for fazer isso, precisa ser agora.

🤔 Já são antigos os relatos das dificuldades que a Oracle criam para seus clientes, um dia a corda arrebenta. Não será surpresa, caso ela não de enquadre, ser adquirido por outra gigante.


🔟 Provedores de nuvem lutam por desktops

Todos os principais fornecedores de nuvem estão interessados no mercado de desktops virtuais. 

Com o Windows 7 atingindo o fim da vida em janeiro de 2020, isso significa que 2019 será um ano de transição. 

A questão é: será que as empresas vão pular para o Windows 10 e, assim, consolidar o controle da Microsoft ou adotarão outras solução?

🤔 Sem duvida, levar o dominou dos fornecedores até o desktop é uma meta de todos provedores que se esbarrava pela falta de motivação. Existindo motivação por parte dos usuários será um “guerra” boa.

Em fim, 2019 promete boas batalhas nos mercado.

Quem tiver interesse na postagem original do site NetworkWord.com, segue o link abaixo:

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Defeito ou Habilidade?

Avis Ara: Seja você mesmo, único e verdadeiro!
Esta semana começou eu recebendo uma notícia que me deixou surpreendido e me fez lembrar de uma  postagem que fiz no início do ano.

Me fez refletir mais uma vez, defeito ou habilidade?



O comportamento de pessoas que, por falta de habilidades específicas, são capazes de menosprezar e até mesmo "detonar" pessoas com a  abundância de habilidades que lhes faltam. 

Minha supresa maior foi vê que ainda tem pessoas, em posição de liderança, que não enxergam que as pessoas se completam com habilidades de outras pessoas. 

Uma equipe se faz pelas diferenças que se complementam num todo.

Um dos aprendizado que tive e levo na minha jornada é que não se deve nivelar por baixo. Se não temos determinada habilidade, não significa que todos devem ter esta mesma deficiência para que eu possa me sobressair.   

Se quisermos fazer a diferença, devemos contar com as diferenças, não existe nada completo. As deficiências devem ser complementadas.

O mundo não tem espaço para este tipo de postura e o universo vai cobrar a conta no final.  Lembre-se sempre, a terra é redonda!

Acredite, é mais inteligente ter habilidades complementares através de outros, do que descartar aqueles que podem complementar  suas habilidades, apenas pelo receio, medo ou possível ameaça de ser superado.

Uma dica: Não veja como defeitos nos outros as habilidades que vc não tem.   

Quem tiver interesse na leitura da postagem que comentei no início, segue abaixo:

Seja você mesmo, único e verdadeiro!

O insight para este Post veio quando recebi o e-mail de  Felipe Miranda - Empiricus com a seguinte mensagem "...cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

Pois bem, acredito que nada acontece por acaso e sempre damos uma ajudinha e as coisas se encaixam como um quebra cabeça ou um lego. 

Vejo vez por outra alguns "teóricos especialistas" fazendo referência em assuntos diversos  como donos da #verdade, sugerindo mudanças em tudo que é tipo de coisa como se a perfeição é a sua verdade.

Não existe regra para o perfil perfeito, todas as habilidades, ou falta delas, pode fazer a diferença. 

Um "defeito" de "algo", pode ser a alavanca que transforma outro "algo" inigualável. 

O que é defeito para uns, é virtude para outros.

A ausência de um habilidades podem tornar outras habilidades fantásticas. 

A ausência de conhecimento específico de um artesão, torna-o mais criativos.

Em um castelo de cartas, todas as cartas tem a mesma importância sejam de paus ou ouro, sejam Az ou Rei.

Na real, o que importa é o TODO que é formado pelas partes!

Seja você mesmo, com seus defeito e suas virtudes, mas seja único e verdadeiro! 

O importante, que faz a diferença, é contribuir para que o mundo seja um mundo melhor para viver!

E vc, que acha?


IDFM

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Eleições 2018 - Lições aprendidas

Passado o "calor" das eleições de 28.10.2018 e restabelecidas partes das relações de amizade e familiares, resolvi publicar algumas "coisas" que observei durante os últimos três meses que acredito terem ficado como aprendizado.



Fakes news

Fakes news sempre fez parte da vida da humanidade, sempre estivemos vulneráveis. Sempre houve este artifício para a conquista de adeptos, fãs, uma paquera, uma paixão ou para conquista de consumidores.

Sempre houve como instrumento de publicidade, para despertar interesses, valorizar ou desvalorizar algo.

A diferença do passado para os tempos de hoje (digitais) é que agora os consumidores, clientes e eleitores, tem instrumentos de identificar mais rápidos o que é ou não verdade.

Os registros (rastros) digitais que a sociedade deixa ao longo da história estão, e cada dia estarão mais, disponíveis para revelar os fatos, as verdades.

Agora as verdades são reveladas antes que as fakes news consigam provocar o mal irreversível ou que vire uma verdade. No passado as fakes news até serem desmascaradas (levava tempo) provocavam destruição, muitas vezes irreparáveis.

História vs Estória

A sociedade deve ter aprendido muito da história do país, foram colocadas lado a lado as versões da história do período da ditadura militar e do período pós ditadura até hoje.

O brasileiro foi estimulado a pesquisar e passou conhecer mais a sua própria história ocorrida do que a história contada, não apenas as versões "oficiais", que demonizam uns ou endeusam outros da era da ditadura e da era pôs ditadura.

A sociedade aprendeu que o passado é relativo e depende de quem conta o fato é de quem viveu o fato.

Aprendeu que o passado pode ser mudado com os fatos do presente.

Quem viveu a história não engole as estórias contadas!

Fadiga de notícias - O menos é mais.

O excesso de notícias ruins (banalização da falta de segurança, mortes por falta de saúde, roubalheiras, etc) tinha deixado a sociedade anestesiada.

60 mil mortes e notícias diárias de assassinatos sendo dadas como normal, não eram nem mais ouvidas, mesmo que exibidas diariamente.

Ninguém se impressiona mais com os "Datenas" do dia a dia.

Apesar desta fadiga e banalização, a abordagem dada durante a campanha foi uma tapa na "cara da sociedade" para acordar para a realidade, para o que é normal e para o que é uma sociedade doente e em guerra para a sobrevivência.

A sociedade voltou a ficar atenta para as notícias, mesmo aquelas que já não despertavam interesses que não passavam de meras repetições diária na grade da mídia dominante.

Mas, passados os dias do calor das eleições, as notícias alarmantes voltaram a não dispensar os mesmos interesses de quanto estava em disputa eleitoral, o interesse é apenas pelas notícias que dão a expetativa das mudanças esperadas pelos vencedores e a torcida pelo do fracasso daqueles recolhidos nas trincheiras da "resistência insana" dos perdedores.

A fadiga também acontece nas mídias sociais, os "influenciadores digitais" precisam ficar atentos para não passarem a ser mais um monte de conteúdo que se tornam invisível por excesso de exposição.

Fica a dica de que "o menos é mais", o menos desperta a expectativa por novos conteúdos, desperta interesse, deixa o gostinho de quero mais.

Reputação

Quantos artistas, jornalistas e profissionais da comunicação foram desnudados?

Independente da opção de lado que tomaram, foram colocados à prova diante de sua própria "Estória", dos seus contos de fada, a reputação de muitos nunca mais será a mesma, seus passados foram alterados como numa volta ao tempo.

Ficou como aprendizado que a falta de coerência destrói uma reputação criada ao longo da existência, da mesma forma que pode tirar um produto de circulação, seja por desgaste, por deterioração ou por qualidade duvidosa.

Manter a coerência aos valores que forjam a reputação é a garantia de um produtos sustentável e de longevidade.

O ganho financeiro imediato não pode desprezar a reputação que é visível aos olhos dos consumidores.

Quem manda é o freguês

Este bordão é um ensinamento antigo das Casas José Araujo - Tradicional loja pernambucana de tecidos e confecções desde 1890, um mantra que fez história em Pernambuco.

O cliente é o dono de qualquer negócio, não adianta ser "substrato do pó de peido", a soberba e prepotências de impor produto ao cliente não tem sustentabilidade.

Se os valores que você entrega não é aderente aos valores do cliente, o cliente abandona e fecha o negócio.

Se você for considerado o melhor em qualquer coisa, a melhor Chef mulher do mundo por exemplo, lembre-se que no próximo dia vc pode perder a posição, perder seu pedestal, perder sua reputação se seus valores não forem os mesmos de quem te pagam o salário. (Será conhecido pelo efeito Manioca).

Maioria Silenciosa

O resultado do 1º turno mostrou uma face das eleições que poucos estavam percebendo. Com pouca manifestação favorável, a maioria silenciosa se revelou diante das urnas. De nada adiantou os alardes "o falatório de alguns" para "carimbar" alguns rótulos negativos no candidato que saiu vencedor no final.
Ficou o aprendizado de que não se deve menosprezar o silêncio da maioria.

Não deve se impressionar como o que é alarmado, propagado ou rotulado se não for uma maioria.

Se a maioria está silenciosa é sinal que "o falatório" não representa o que ela acredita, deseja ou espera.

A sociedade não é binária

Nenhum dos candidatos reuniam todas as qualidade e habilidades esperada por cada um dos eleitores, para definir que um é certo e o outro é errado.

Não é apenas uma questão de esquerda e direita, pobre e rico, hétero e homo, branco e preto, ou qualquer forma de dividir em dois lados ou fazer uma relação direta entre elas.

Ficou como aprendizado que a sociedade não é binária, qualquer tentativa de enxergar como binária é uma decisão equivocada.

Rejeição/Recall

No início do 1º turno, as pesquisas mostravam uma alta rejeição de Lula(59%), principalmente, pela possibilidade dele sair da cadeia livre. Insistiram com Haddad, ignorando esta rejeição e os sinais de que Ciro era melhor na chegada no 2º turno.

Ficou como aprendizado a importância de se conhecer a rejeição para se atingir os objetivos no mercado.

Não adianta insistir em lançar um novo produto, se sua marca tem uma alta rejeição por causa, por exemplo, de um produto anterior com defeitos percebidos pelo seu cliente e que não é reconhecido com defeito nem retirado de circulação pelo fabricante.

O produto pode ser novo, ter uma nova roupagem, mas não adianta, a marca vai falar sublinarmente contra seu novo produto, vai ser visto como sendo o mesmo que não foi retirado de circulação, que nem ao menos reconheceu a existência do defeito e não fez recall.

Ficou como aprendizado:

  • A leitura e entendimento correto dos indicadores de qualidade são instrumentos que os clientes tem no seu inconsciente e revelam a verdade como é percebida por ele.
  • Recolha e destrua o produto anterior e transforme a marca, o produto pode ter os mesmos defeitos, uma marca nova pode dar "maior" aceitação que o produto velho, com os mesmos vícios e defeitos, como se fosse novo e inovador, mas não dará sustentação se não for a verdade reconhecida pelo cliente.
  • Abandone sua marca, quando você for rejeitado ou estiver estagnado, antes que o mercado destrua naturalmente.

Efeito Denorex

Tanto o Ciro como o Alckmin entraram na disputa apresentando um perfil que não correspondem ao "DNA" deles, os eleitores já conheciam suas "artimanhas", já sabiam quem era quem, como resultado, foram deixado de lado.

Ficou como aprendizado que mudar o discurso sem ter as atitudes não significa ter resultado. Discurso e atitude devem ser coerentes. Atitude vem antes do discurso. O que vale mesmo é o "DNA", a essência, a alma.

Não adianta querer vender um refrigerante de uva, como sendo um vinho.

Você também pode até beber uma garapa com álcool como se fosse um legítimo doze anos, a diferença você sentirá no dia seguinte.

Não é mesmo?

O Ótimo é inimigo do Bom.

O Amoedo se apresentou com o apelo de ser o "efeito novo", ficou mais para um "Cachorro novo que não entrou no mato".

A sociedade com medo do que é "novo", desconhecido, preferiu apoiar sem correr risco.

Foi o candidato "café com leite" (newbie), entre os eleitores havia uma neutralidade sem hostilidade.

Muitos que estavam decididos em ir com o Novo desde o primeiro momento por considerar um ótimo , fez outra opção para não correr o risco de não ter pelo menos o Bom.

O aprendizado que ficou:

  • Quem vai para uma guerra, tem que atirar, não pode esperar levar um tiro depois atirar.
  • O inimigo vai atirar, não tenha dúvida!
  • Sem avançar contra o inimigo, não se conquista território.
  • Você não vai para uma guerra para perder, para ganhar troféu FairPlay! Você vai para vencer!

Efeito Kodak

A Marina entrou na disputa com a imagem de um produto que era desejo de consumo a 4 anos atrás, mas que se manteve com histórico fraco, sem novidades e ajustes para os dias atuais, restou a imagem de fantasma de 4 anos.

Sem entusiasmo e sem energia fizeram ruir o batalhão de antigos seguidores, que desejavam muito mais no contexto atual.

Sem energia, sem firmeza e sem entender o que a sociedade queria, foi levada ao fracasso, saiu de um produto que era desejado a 4 anos atrás, para um produto sem consumidor no mercado de hoje, tornou-se obsoleto e foi retirado do mercado.

O início do fim do monopólio da Informação.

A sociedade em geral é desinformada no dia a dia por desinteresse, por falta de estímulo e atratividade, mas estar armada com os smartphones que fizeram a diferença desta vez por ter acesso fácil e rápido a informação, por múltiplos canais de divulgação e não apenas pelo monopólio da TV (Globo principalmente).

A sociedade estimulada pela polarização da disputa, como de campeonato de futebol ou de escolas de sambas, fizeram uso de suas armas (smartphones) e foram a luta pelos seus interesses.

A "transformação digital" da notícia, self service, tornou cada cidadão uma própria fonte de notícias, de suas próprias notícias, suas próprias verdades, impossíveis de serem manipuladas por grupos.

As fakes news foram prontamente combatidas, colaborativamente e de forma pulverizada na sociedade.

Fatos e versões dos fatos "impediram" estragos maiores para a desinformação de fatos fora de contexto.

Ficou como aprendizado que a sociedade não pode confiar nas informações sem que elas sejam validadas, conferidas as fontes e versões das informações, bem como os contextos que elas estão inseridas.

Ficou como aprendizado a importância do contexto de um fato. A informação sem Contexto é apenas dados que pode distorcer a informação.

Ficou como aprendizado que o smartphone nas mãos é uma arma que pode ser usada no combate da desinformação e da manipulação das notícias.

Empatia

Fazer a leitura correta, do tempo correto e do contexto que a sociedade se encontra mostrou ser o segredo do sucesso. A Experiência do Cliente levado ao nível do comportamento e do inconsciente coletivo fez a diferença nos discursos.

O poder da informação e da empatia, e saber usá-la, fez a diferença. O resultado foi um "produto" mais aderente os anseios da sociedade. Veja o vídeo https://youtu.be/d9oq8w4OLqM

Ficou como aprendizado que o importante para ser maioria é ter alguns requisitos "Chaves" (mesmo que diferentes) que atenda individualmente cada consumidor.

Cada consumidor se sentirá impactado por motivação específica, individual, como que exclusiva. O importante para o sucesso de uma disputa é que se tenham a maior quantidade de pessoas impactadas, mesmo que parcialmente do que totalmente.

Imprensa e veículos tradicionais de noticiais

A imprensa deverá rever seus comportamentos para terem autoridade de continuar a defender a liberdade de imprensa e não seus próprios valores de liberdade.

Nos tempos de redes sociais, a imprensa não tem enxergado que a sociedade não aceita que os grandes grupos que controlam as mídias se comportem como um poder supremo acima dos três poderes constituídos da república.

Usando a "bandeira" da liberdade de imprensa, abusaram da prepotência.

A sociedade aprendeu a não tolerar este comportamento impositivo e tem procurado outras alternativas, deixando para trás os tradicionais grupos da imprensa.

Grupos WhatsApp

Os grupos de família fizeram a diferença na propagação de conteúdo e nos debates que antes era restritos aos encontros em almoços e jantares semanais ou eventuais.

As famílias estiveram conectadas, com suas diferenças, 24 horas por dia, diante de um palanque (virtual), divulgando informações, desmentindo outras, defendendo posições, em fim, como uma família tradicionais e democráticas, os grupos refletiram as disputas e polarização da sociedade. Nos grupos era possível identificar como a sociedade estava se comportando, até mesmo a regionalização era visível.

Definitivamente os grupos de WhatsApp tornaram-se os principais meios de comunicação e influência.

O Facebook acertou na aquisição do WhatsApp. Esta plataforma de comunicação é que tornará o Facebook obsoleto, que vai tirá-lo do mercado. É um novo conceito de rede social que estará surgindo.

O Medo como fator de equilíbrio

Me chamou atenção como a propagação do medo foi usado por todos os candidatos.

Particularmente eu acredito que o medo nos faz mais criativos para sermos corajosos, afinal Coragem é fazer mesmo com medo!

O medo fez despertar valores morais e cívicos que estavam adormecidos.

Da mesma forma que o medo de cair, impede uma criança de se jogar e tentar voar como super-homem, o medo de fazer a escolha errada fez a sociedade ser mais criteriosa na avaliação é decisão.

O medo é bom, nos provoca para soluções!

Foi essa a opção que a sociedade fez, independente dos lados e dos medos, de outra forma as urnas teriam nos dado números bem altos de nulos e branco desde o 1º turno.

Pesquisas

As pesquisas é intensão de voto realizadas pelos diversos institutos, foram desmoralizadas.

A impressão que dava, dependendo de quem era o patrono, era usada para direcionar tendências que pode ter influenciado na transferência de votos para Haddad e para Bolsonaro.

No modelo atual, as pesquisas estão prestando um desserviço à democracia e, para a sociedade, caem no descrédito.

Os Institutos de pesquisa precisam se reinventar para sobreviverem.

As pesquisas precisam passar pelo processo de transformação digital que elimine do processo as diversas etapas que "podem" permitir direcionamento ou fraude na coleta, segmentação e publicação. Transformar Pesquisas de um processo analógico em Enquetes do mundo digital

E você, o que aprendeu?

IDFM